Wicca - Deidades...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012



O deus e sua representação: como caçador-coletor representado por um ser humano com chifres de alce.
A deusa e suas três faces: a virgem ou donzela, a mãe e a anciã.

“Para a Wicca, existe um princípio criador, que não tem nome e está além de todas as definições. Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades, que deram origem ao universo e a todas as formas de vida."

O deus
Um dos princípios da bruxaria é a harmonia tanto consigo quanto com o universo. Trabalham com energias masculinas e femininas mesmo sendo uma religião matrifocal, a deusa e seu consorte vivem em total equilíbrio e igualdade, muitas das estatuetas e pinturas rupestres da antiguidade mostravam a deusa rodeada por animais completamente masculinos, como leões e veados, outras estatuetas tinham espécies de corpos mórficos, uma mistura do masculino e do feminino em um só ser.

Na maioria dos mitos o deus nasce da deusa depois se torna seu consorte (marido), trazendo à tona a fertilidade, vive em harmonia com ela depois morre seguindo o ciclo da vida, morte e renascimento. Não somente como o sol o deus esta representado em muitas faces na natureza, principalmente na sua face indomável, que exemplifica a fase do homem como caçador-coletor representado por um ser com aspecto humano, porém com chifres, chifres esses de alce, mostrando ainda um animal selvagem.

Conforme o homem foi "domesticando" a terra e os animais, esse deus passou a ser apresentado por corpo humano, mas com chifres de bode, um animal dócil e domesticável. Mesmo tendo chifres de bode ainda mantinha em seu ser a força do deus selvagem dos chifres de alce, como atesta a natureza do deus pã.

Como a deusa, o deus também tem muitas faces e muitos nomes, cernunos (kernunos) descreve bem a face deste deus selvagem em que acreditavam os celtas, Dionísio também tem chifres e representa a virilidade, em algumas ocasiões seus chifres são de bode outras de touro, essa imagem de touro como as representações em que Dionísio aparece com serpentes têm ligações com os ritos lunares da antiga Europa. Sabemos que em algumas tradições Dionísio era consorte de Ártemis, confirmando a sua natureza silvestre. Ao chegar à Itália o culto a Dionísio foi adaptado à vida da nova terra. Quando esse deus foi atribuído aos vinhedos teve o nome modificado para baco muitas vezes o deus cornifico na Itália também recebia um coroa de folhas de uva, e atrás surgiam seus chifres.

Outra face do deus é a do senhor da colheita - green man, aqui encontramos mais uma vez a figura de Dionísio, sendo o único deus não indo-europeu da antiga Europa, aqui ele aparece como o senhor da colheita, tendo uma imagem mais madura, como as sementes depois que o sol brilhante e fervoroso as fez germinar, instiga o verdejar da terra  após o frio inverno.

As estrelas são pequenos sóis distantes, também associadas ao deus, como os desertos escaldantes, e as altas montanhas.

Os símbolos normalmente utilizados para representar ou cultuar o deus incluem a espada, chifres, a lança, a vela  , a flecha, bastão mágico, o tridente, o punhal, faca ou athame  , as cores são o dourado, marrom, azul, verde e amarelo. Os principais Sabbahts ligados ao deus é o Yule, que marca o nascimento da criança da promessa, em Ostara o deus se torna um jovem que esta alcançando sua maturidade. A deusa e o deus são iguais e unidos.

A deusa

A grande mãe representa a energia universal geradora, o útero de toda criação. É associada aos mistérios da lua, da intuição, da noite, da escuridão e da receptividade. É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado. A lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da vida eterna.

Na Wicca, a deusa se mostra com três faces: a virgem ou donzela, a mãe e a velha sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à bruxa  na imaginação popular. A deusa tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!

A deusa é a mãe universal. É fonte da fertilidade, da infinita sabedoria e dos cuidados amorosos. Segundo a Wicca, ela possui três aspectos: a donzela, a mãe e a anciã, que simbolizam as luas crescente, cheia e minguante. Ela é a um só tempo o campo não arado, a plena colheita e a terra  dormente, coberta de neve. Ela dá à luz em abundância. Mas, uma vez que a vida é um presente seu, ela a empresta com a promessa da morte.

Esta não representa as trevas e o esquecimento, mas sim um repouso pela fadiga da existência física. É uma existência humana entre duas encarnações. Uma vez que a deusa é a natureza, toda a natureza, ela é tanto a tentadora como a velha; o tornado e a chuva fresca de primavera; o berço e o túmulo. Porém, apesar de ela ser feita de ambas as naturezas, a Wicca  a reverencia como a doadora da fertilidade, do amor  e da abundância, se bem que seu lado obscuro também é reconhecido.

Nós a vemos na lua, no silencioso e fluente oceano e no primeiro verdejar da primavera. Ela é a incorporação da fertilidade e do amor. A deusa é conhecida como a rainha do paraíso, mãe dos deuses  que criaram os deuses, a fonte divina, a matriz universal, a grande mãe e incontáveis outros títulos.

Muitos símbolos são utilizados na Wicca  para honrá-la, como o caldeirão, a taça  , o machado, flores de cinco pétalas, o espelho  , colares, conchas do mar, pérolas, prata, esmeralda... Para citar uns poucos. Por governar a terra, o mar e a lua, muitas e variadas são suas criaturas. Algumas incluíram o coelho, o urso, a coruja, o gato, o cão, o morcego, o ganso, a vaca, o golfinho, o leão, o cavalo, a corruíra, o escorpião, a aranha e a abelha. Todos são sagrados a deusa! A deusa já foi representada como uma caçadora correndo com seus cães de caça; uma deidade celestial caminhando pelos céus; a eterna mãe com o peso da criança; a tecelã de nossas vidas e mortes; uma anciã caminhando sob o luar buscando os fracos e esquecidos, assim como muitos outros seres. Mas independente de como a vemos, ela é onipresente, imutável, eterna e assim como o deus vive dentro e fora de nós.

Panteões - A Grécia e Seus Mitos...


A história dos deuses gregos começa com o surgimento espontâneo de Gaia (a mãe terra) a partir do caos. Gaia então teve um filho: Urano (o céu). Da união entre Gaia e Urano nasceram três ciclopes (gigantes com um só olho no meio da testa), três hecatonquiros (gigantes de 100 braços e 50 cabeças) e 12 titãs. Como não suportava a feiura dos ciclopes e dos hecatonquiros, Urano os escondeu no submundo, o tártaro. Gaia se recusou a ter novos filhos e cansada dos maus tratos de Urano, pediu que os titãs o derrotassem. O único que enfrentou Urano foi o caçula dos titãs Cronos, que com uma foice dada por Gaia cortou os testículos do pai e os jogou no mar. Assim, Cronos derrotou Urano e assumiu seu lugar como deus soberano do mundo. Os titãs então passaram a reinar absolutos na terra, Cronos casou-se com sua irmã Réia e deu origem a linhagem que depois ocuparia o monte Olimpo. Gaia profetizou a Cronos que assim como seu pai, ele também seria derrotado pelo seu próprio filho. Receioso de que a profecia se tornasse verdade, Cronos refugiou-se em sua pequena cidade no monte Othrys e devorou um por um, todos os filhos que Reia tinha, tão logo eles nasciam. Reia, claro que não gostava disso e arquitetou um plano: quando seu filho mais novo nasceu, Zeus, ela o envio para a ilha de Creta para protegê-lo de Cronos e deu em seu lugar uma pedra envolvida com roupas de bebê para Cronos devorar. Zeus cresceu na ilha de Creta e quando já era adulto foi instruído por Metis (a prudência) como tirar os irmãos devorados de dentro do pai com um néctar mágico. Zeus levou o néctar até o monte Othrys, e disfarçado, entregou uma taça de néctar para Cronos, que depois de alguns goles vomitou todos os filhos já transformados em adultos. De sua boca saíram Poseidon, Hera, Hades, Héstia e Deméter, que juntaram-se numa batalha conhecida hoje como guerra cósmica ou tianomaquia. Como os deuses não eram poderosos o suficiente para enfrentar os titãs, Zeus libertou os ciclopes do submundo para que estes lhes fabricassem armas mágicas. Zeus ganhou os raios do céu, Hades um capacete que o deixava invisível e Poseidon um tridente que o permitia controlar tempestades e terremotos. Com a vitória dos deuses, todos os titãs foram punidos e exilados no tártaro, inclusive Cronos, porém Atlas um dos lideres dos titãs foi sentenciado a carregar para o resto da eternidade o globo celestial nas costas. Os deuses enfrentaram muitas outras batalhas por sua soberania como a guerra contra os gigantes conhecida como Gigantopia. Mas o fato é que eles permaneceram soberanos e hoje formam o panteão mais conhecido do mundo.



  • Afrodite é a deusa do amor, da beleza e da sexualidade. Existem duas versões sobre sua origem. A primeira diz que Afrodite surgiu de uma espuma branca do mar gerada pelos testículos de Urano que lá foram jogados por Cronos. E a segunda que ela é filha de Zeus. Seus símbolos incluem a murta, o golfinho, o pombo, o cisne, a rosa, a romã e a limeira. Entre seus protegidos contam-se os marinheiros e artesãos. Ela vista como o aspecto jovial e amoroso da deusa que ajuda jovens a encontrarem a essência do amor.




  • Apolo filho de Zeus  e irmão gêmeo de Ártemis. Conhecido antigamente como deus da música e das artes foi depois associado ao deus sol. Patrono dos arqueiros, ele também protege aqueles de criatividade brilhante e fornece forças divinatórias como as que regiam o oraculo de delfos.



  • Ares era filho de Zeus e Hera. Embora muitas vezes tratado somente como o deus da guerra, ele também é o deus da persistência e do espirito de luta.



  • Ártemis era filha de Zeus e irmã gêmea de Apolo. Conhecida como a deusa das amazonas, ela era  ligada essencialmente a vida selvagem e a caça, associada hoje em dia pela wicca a luz da lua e a magia.



  • Atena nasceu da cabeça de Zeus e era tida como uma das deusas mais importantes do Olimpo e adorada em toda Grécia. Ela era a deusa da guerra, da civilização, da sabedoria, da estratégia, das artes, da justiça e da habilidade.



  • Deméter é irmã de Zeus, deusa da terra cultivada, das colheitas e das estações do ano. É propiciadora do trigo, planta símbolo da civilização. Na qualidade de deusa da agricultura, fez várias e longas viagens com Dionísio ensinando os homens a cuidarem da terra e das plantações.




  • Dioniso deus dos ciclos vitais, das festas, do vinho, da insânia, mas, sobretudo, da intoxicação que funde o bebedor com a deidade. Filho de Zeus e também conhecido como deus do teatro.




  • Hades, é o deus do Mundo Inferior e dos mortos. Seu nome era usado frequentemente para designar tanto ele quanto o reino que governa, nos subterrâneos da Terra.



Hefesto filho de Zeus e Hera, era o deus da tecnologia, dos ferreiros, artesãos, escultores, metais, metalurgia, fogo e dos vulcões. Servia como ferreiro dos deuses, e era cultuado nos centros manufatureiros e industriais da Grécia, especialmente em Atenas. Os símbolos de Hefesto são um martelo de ferreiro, uma bigorna e uma tenaz, embora por vezes tenha sido retratado empunhando um machado.



  • Hera é a deusa do casamento, irmã e esposa do sempre infiel Zeus, ela por conta disso, a fidelidade conjugal. Retratada como majestosa e solene, muitas vezes coroada com os polos (uma coroa alta cilíndrica usada por várias deusas), Hera pode ostentar na sua mão uma romã, símbolo da fertilidade, sangue e morte, e um substituto para as cápsulas da papoula de ópio. A vaca, e mais tarde, o pavão eram animais relacionados com ela, que também é tida como a protetora dos lares.



  • Hermes era filho de Zeus e de Maia e possuidor de vários atributos. Divindade muito antiga, já era cultuado na história pré-Grécia antiga possivelmente como um deus da fertilidade, dos rebanhos, da magia, da divinação, das estradas e viagens, entre outros atributos. Ao longo dos séculos tornou-se o mensageiro dos deuses e patrono da ginástica, dos ladrões, dos diplomatas, dos comerciantes, da astronomia, da eloquência e de algumas formas de iniciação, além de ser o guia das almas dos mortos para o reino de Hades, apenas para citar-se algumas de suas funções mais conhecidas. Era dotado de asas nos pés ou na cabeça para facilitar sua rápida locomoção para transmitir mensagens dos deuses.



  • Poseidon, assumiu o estatuto de deus supremo do mar. Também era conhecido como o deus dos terremotos e dos cavalos. Os símbolos associados a Poseidon com mais frequência eram o tridente e o golfinho.



  • Zeus, é o rei dos deuses, soberano do Monte Olimpo e deus do céu e do trovão. Seus símbolos são o relâmpago, a águia, o touro e o carvalho.


Panteões - O Egito e Seus Mitos...

terça-feira, 4 de dezembro de 2012



O panteão egípcio também apresentava uma história central e como na mitologia grega e nórdica também haviam certas desavenças familiares. Claro que existiam centenas de divindades adoradas no antigo Egito, algumas delas foram inclusive trocadas mesmo durante o período antigo, mas eu citarei apenas as divindades mais comuns e importantes do panteão.
Para os egípcios o mundo foi criado pelo deus Rá. Tudo no universo era um grande oceano e o deus Rá queria encontrar um lugar seco para dali começar a formar todas as coisas, ele encontrou uma pequena ilha e de lá criou todos os seres e coisas existentes  somente chamando seus nomes. Depois ele pediu ao seu olho, a deusa Hathor, que fosse procurar outros deuses. Harthor foi e ao regressar viu que Rá já havia posto um novo olho em seu lugar, ela então começou a chorar e de suas lágrimas surgiram os primeiros homens. Os deuses que Hathor havia encontrado eram Shu e Tefnut. Eles se casaram e tiveram dois filhos: Geb, a terra, e Nut o céu. Geb e nut se casaram e tiveram muitos filhos: as estrelas. Shu ficou irado com a quantidade de filhos e proibiu Nut de gerar mais filhos, mais a deusa ganhou em uma aposta cinco dias em que poderia dar a luz e nesse tempo nasceram as maiores divindades do Egito: Osiris, Seth, Neftis e Isis.


  • Rá (ou Ré, Atum-Ra, Amon-Rá), é o deus do Sol, identificado primordialmente com o sol do meio-dia. Acreditava-se que era soberano de todas as partes do mundo criado (o céu, a terra e o mundo inferior) É associado com o falcão ou o gavião.



  • Tefnut(ou também Tefnet) é a deusa que personificava a umidade e as nuvens. Tefnut simbolizava generosidade e também as dádivas e enquanto seu irmão e consorte Shu afasta a fome dos mortos, ela afasta a sede.



  • Shu é o deus do ar seco, do estado masculino, calor, luz e perfeição.



  • Geb é o deus egípcio da terra, e também é considerado deus da morte, pois acreditava-se que ele aprisionava espíritos maus, para que não pudessem ir para o céu. Estimulava o mundo material dos indivíduos e lhes assegurava enterro no solo após a morte. Umedecia o corpo humano na terra e o sela para a eternidade no túmulo. Suas cores eram o verde (vida) e o preto (lama fértil do Nilo). É o suporte físico do mundo material, sempre deitado sob a curva do corpo de Nut. É o responsável pela fertilidade e pelo sucesso nas colheitas. É sempre representado com um ganso sobre a cabeça, nas pinturas.



  • Nut representava o céu e era significativamente invocada como a mãe dos deuses.



  • Osíris (Ausar) era um deus associado à vegetação e a vida no Além. Marido de Ísis e pai de Hórus, era ele quem julgava os mortos na "Sala das Duas Verdades", onde se procedia à pesagem do coração ou psicostasia.



  • Ísis (em egípcio: Auset) Foi cultuada como modelo da mãe e da esposa ideais, protetora da natureza e da magia. Era a amiga dos escravos, pescadores, artesãos, oprimidos, assim como a que escutava as preces dos opulentos, das donzelas, aristocratas e governantes.Ísis é a deusa da maternidade e da fertilidade. Ísis também foi conhecida como a deusa da simplicidade, protetora dos mortos e deusa das crianças de quem "todos os começos" surgiram, e foi a Senhora dos eventos mágicos e da natureza. Em mitos posteriores, os antigos egípcios acreditaram que as cheias anuais do rio Nilo ocorriam por causa das suas lágrimas de tristeza pela morte de seu marido, Osíris. Esse evento, da morte de Osíris e seu renascimento, foi revivido anualmente em rituais (parecidos com o que fazemos nos sabbaths).



  • Seth (ou Set) é o deus da violência e da desordem, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, dos animais e serpentes. Seth era encarnação do espírito do mal e irmão de Osíris, o deus que trouxe a civilização para o Egito. Seth era também o deus da tempestade no Alto Egito. Era marido e irmão de Néftis. É descrito que Seth teria rasgado o ventre de sua mãe Nut com as próprias garras para nascer. O deus vermelho fazia de tudo para conseguir o controle dos deuses e ficar no lugar de seu irmão Osíris. Ele originalmente auxiliava Rá em sua eterna luta contra a serpente Apófis(o proprio caos) no barco solar, e nesse sentido Seth era originalmente visto como um deus bom.



  • Néftis representava as terras áridas e secas do deserto e a morte. Ela ajudou Ísis a recolher os pedaços de Osíris quando Seth o destruiu.



  • Hórus (ou Heru-sa-Aset, Her'ur, Hrw, Hr ou Hor-Hekenu) é o deus dos céus, muito embora sua concepção tenha ocorrido após a morte de Osíris, Hórus era filho de Osíris. Tinha cabeça de falcão e os olhos representavam o Sol e a Lua. Matou Seth, tanto por vingança pela morte do pai, Osíris, como pela disputa do comando do Egito. Após derrotar Seth, tornou-se o rei dos vivos no Egito. Perdeu um olho lutando com Seth, que foi substituído por um amuleto de serpente, (que os faraós passaram a usar na frente das coroas), o olho de Hórus, (anteriormente chamado de Olho de Rá, que simbolizava o poder real e foi um dos amuletos mais usados no Egito em todas as épocas). Depois da recuperação, Hórus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Seth. O olho que Hórus feriu (o olho esquerdo) é o olho da Lua, o outro é o olho do Sol. Esta é uma explicação dos egípcios para as fases da lua, que seria o olho ferido de Hórus em recuperação.



  • Hator (ḥwt-ḥr"), era uma deusa que personificava os princípios do amor, beleza, música, maternidade e alegria. Era uma das divindades mais importantes e populares do Egito Antigo, venerada tanto pela realeza quanto pela população comum, em cujas sepulturas ela é descrita como a "Senhora do Ocidente", que recebe os mortos na próxima vida. Entre suas outras funções está a de deusa da dança, terras estrangeiras e fertilidade, responsável por auxiliar as mulheres durante o parto, bem como o de padroeira dos mineiros.



  • Thoth (Tot, Tôt, Toth, Zonga, Djehuty ou Zehuti), deus da sabedoria, um deus cordato sábio, assistente e secretário-arquivista dos deuses. É uma divindade lunar (o deus da Lua) que tem a seu cargo a sabedoria, a escrita, a aprendizagem, a magia, a medição do tempo, entre outros atributos. Era frequentemente representado como um escriba com cabeça de íbis (a ave que lhe estava consagrada). Também era representado por um babuíno. A importância desta divindade era notória, até porque o ciclo lunar era determinante em vários aspectos da atividade civil e religiosa da sociedade egípcia.




  • Maat (ou Maet) é a deusa da Justiça e do Equilíbrio. É representada por uma mulher jovem exibindo na cabeça uma pluma. É filha de Rá, o deus Sol e esposa de Tot (alguns escritores defendem que o deus-lua Tot era o irmão de Ma'at), o escriba dos deuses com cabeça de ibis. Com a pena da verdade ela pesava as almas de todos que chegassem ao Salão de Julgamento subterrâneo. Colocava a pluma na balança, e no prato oposto o coração do falecido. Se os pratos ficassem em equilíbrio, o morto podia festejar com as divindades e os espíritos dos mortos. Entretanto, se o coração fosse mais pesado, ele era devolvido para Ammit, (que é parte hipopótamo, parte leão, parte crocodilo) para ser devorado.



  • Anúbis ( Ἄνουβις, Anoubis, Inpu, Anup, Anpu e Ienpw ) deus com cabeça de chacal associado com a mumificação e a vida após a morte. Anúbis era o deus dos mortos mais importante. Depois de algum tempo a função de julgar foi de Anúbis para Osíris.



  • Anukel (ou Anukis) era uma deusa, inicialmente ligada à água, tendo se tornado mais tarde uma deusa associada à sexualidade. O seu nome significa "abraçar".



  • Bastet (Bast, Ubasti, Ba-en-Aset ou Ailuros) é uma divindade solar e deusa da fertilidade, além de protetora das mulheres grávidas. Também tinha o poder sobre os eclipses solares. Quando os gregos chegaram no Egito, eles associaram Bastet com Artemis e ela deixou de ser a deusa do sol para ser a deusa da lua.



  • Sokar ( Seker , Sokaris, Σωχαρης Soc'haris) era um deus funerário. O seu nome significa "o que está encerrado". Era representado como um falcão ou como um homem mumificado com cabeça de falcão com uma coroa atef (coroa branca do Alto Egito com duas plumas). Era o deus de Sakara, a necrópole da cidade de Mênfis, uma das várias capitais que o Antigo Egito teve. Já era adorado nesta região na época pré-dinástica, acreditando-se que nestes tempos teria associações com a fertilidade. Era também visto como o patrono dos artesãos, talvez por influência da sua identificação com Ptah. Acreditava-se que o deus fazia os ossos do soberano, bem como os perfumes utilizados nas cerimonias dedicadas aos deuses.



Os deuses estão citados por ordem cronológica na historia egípcia  mas ha outros vários panteões que existem. Espero que tenham gostado!

E agradeço ao poste da Selena, tirei os detalhes desse post em seu blog: Grimório da Luna.

Panteões - Os Deuses...


Os nomes dos Deuses variam de acordo com a cultura de um povoado ou nação. Para os egípcios, por exemplo, Ísis seria a personificação da Grande Mãe, da Senhora, da Deusa, enquanto que, para os celtas, ela seria Cerridwen. 

O mesmo acontece com os nomes dos deuses: Hermes é o deus mensageiro dos gregos, enquanto que Mercúrio responderia pela mesma "pasta" para os romanos. Ou Hélio seria o deus-sol dos gregos, enquanto que, para os celtas, esse seria chamado de Lugh.
A Bruxa (ou o bruxo) é muito particular na sua crença. Ela pode se achar mais conectada com o panteão e a tradição egípcia, por exemplo, e cultuar Ísis, Bastet, Hathor, Thoth, Osíris, etc, ou se identificar mais com a história greco-romana e achar mais intimo reverenciar os Deuses deste panteão. A afinidade e atração por um certo grupo de divindades é algo muito particular. Quem decide é você.
Panteão é o termo que damos ao conjunto de nomes das divindades de um povo, ou seja, quando desejamos citar os Deuses Gregos estamos falando sobre o Panteão Grego, e assim temos o panteão Egípcio, Nórdico, Celta, Romano, Hindu, e mais um monte.
Os panteões podem ser correlacionados, criando-se uma lista de referencia, por exemplo, como já foi citado Ísis corresponde a Cerridwen, que corresponde a Hera e por ai vai, sendo que é importante compreender que apesar dessas deusas possuírem atividades singulares, seus mitos, sua vivencia e personalidade são distintas, elas são Deusas distintas, unificadas apenas na questão de serem todas a Energia Feminina Criadora.
É muito importante que todo neófito (buscador) Wiccaniano estude e interaja com os diferentes panteões até encontrar aquele mais singular a sua personalidade e intimidade.

Wicca - Objetos Mágicos...


Estes são alguns instrumentos utilizados na Wicca. Mas lembre-se: o mais importante nos rituais e encantamentos são a sua intenção, a força do seu pensamento, sua imaginação e concentração para visualizar o seu objetivo. Não são os instrumentos que fazem de você um wiccano, e também não são eles que tem poder, mas sim você.


  1. O Bruxo: Nós somos a maior e melhor  ferramenta  criada pela Deusa e pelo Deus. Nossos corpos e mentes são capazes de fazer a melhor de todas as Magias sem a utilização de um único Instrumento Mágico.  São nossas intenções e energias  que conduzem qualquer  tipo de trabalho mágico. Existem inúmeros Bruxos que optam por não usar nenhum aparato ritualístico, utilizando sua própria energia como fonte de poder. 


  • Terra: Nosso próprio corpo.
  • Ar: Nosso sopro e nossa respiração. 
  • Fogo: A temperatura do nosso corpo.
  • Água: Nossa saliva e nosso sangue.


Um Bruxo deve treinar seu corpo e mente a fim de trabalhar positivamente um encantamento e a realização de um ritual. Nunca se esqueça de que você e a maior ferramenta  mágica entre todas e que é seu enfoque e concentração , intenções e desejos, que produzem a verdadeira  Magia.
É muito importante para um Bruxo vivenciar e sentir a força dos elementos dentro de si. Isso constitui uma regra básica para qualquer pratica mágica ser bem-sucedida.  Um Bruxo  deve aprender  a escutar  a voz que reside em seu interior e sentir o pulsar da Terra, as batidas do coração da Grande Mãe, a fim de que esteja em unidade com a natureza e com o Universo. Somente a partir disso a vida de um Bruxo realmente ira tornar-se mágica e, integrado com a Natureza e com o Cosmo, ele poderá  seguir rumo á  sua evolução



     2.  O Altar:  Sempre que possível, uma bruxa deve ter seu Altar, que deverá ser seu ponto de ligação com os Deuses. Não precisa ser nada complicado ou luxuoso. Tradicionalmente, ele deve ficar ao Norte. Uma vela preta é colocada a Oeste simbolizando a Deusa, e uma vela branca a Leste para o Deus. No Altar deve estar o Cálice e o Athame, o Pentagrama, a Varinha e outros objetos utilizados nos rituais. Também é comum se colocarem símbolos para os Quatro Elementos, como uma pena para o Ar, uma planta para a Terra, uma vela vermelha ou enxofre para o Fogo, e, logicamente, água para esse mesmo elemento. 

Muitas pessoas colocam um símbolo para a Deusa e o Deus, como uma concha e um chifre, ou mesmo estátuas e gravuras dos Deuses. Deve ser criativo, pois o Altar é o um espaço pessoal, onde deve ser colocado amor. Se, por algum motivo, não for possível montar um Altar, pode ser um espaço na sua imaginação, pois o verdadeiro Templo está dentro de você, ou vá para a Natureza e faça dela o mais lindo de todos os santuários.


     3. O Pentáculo:  O Pentáculo é normalmente um disco, um prato de metal ou madeira com a figura de Pentagrama dentro de um círculo. Ele é usado para consagrar várias outras ferramentas. É também utilizado como um ponto focal de concentração. É associado ao elemento Terra e seu ponto cardeal. Alguns Bruxos usam um Pentáculo para invocar qualquer elemento da Natureza. Você poderia fazer seu próprio Pentáculo com argila ou com uma pedra, pintando o símbolo do Pentagrama sobre o material escolhido. 

Ele é utilizado para consagrar ervas e para carregar magicamente um talismã ou qualquer instrumento que precise de uma dose de energia extra, e é utilizado também para proteção. Representa a ligação do Bruxo com os Deuses.


    4. O Livro das Sombras: O livro das sombras (também conhecido como Livro Negro ou Grimório) é o diário secreto no qual o bruxo registra seus encantamentos, invocações, rituais, sonhos, receitas de várias poções pessoais e outros assuntos. Um livro desse tipo pode ser mantido por um indivíduo em separado ou por todo um coven. 

Quando ocorre a morte do bruxo, o livro das sombras pode ser passado para seus filhos ou netos, mantido pela Alta Sacerdotisa e pelo Alto Sacerdote do coven (se o bruxo for membro de um deles no momento de sua morte) ou queimado para proteger os segredos da arte. Qualquer que seja a decisão tomada, ela naturalmente depende dos costumes daquela determinada tradição wiccana ou da vontade pessoal do bruxo.

   

     5. O Athame: O punhal é uma faca ritualística com cabo preto e lâmina de fio duplo, tradicionalmente gravada ou cunhada com vários símbolos mágicos e astrológicos. Representa o antigo e místico elemento ar, símbolo da força da vida, e é usado pelos bruxos para traçar círculos, exorcizar o mal e as forças negativas, controlar e banir os espíritos elementais, guardar e direcionar a energia durante os rituais. 

Utiliza-se o punhal com cabo branco (bolline) somente para cortar varetas, colher ervas para magia ou para cura, esculpir a tradicional lanterna de Samhain e gravar runas e outros símbolos mágicos em velas e talismãs.



    6. O Boline: O Bolline é uma faca com o cabo branco. Ele é utilizado na colheita de ervas, na construção de talismãs e amuletos mágicos. Existem alguns modelos de Bolline na forma de uma pequena foice, totalmente de prata, em alusão ao antigo Instrumento dos Druidas para a colheita de ervas que possuía esta forma. Ele é um Instrumento opcional, visto que muitos Bruxos usam o átame para desempenhar a função de colher as ervas e construir talismãs.



   7. A Varinha Mágia: A vareta (também conhecida como Bastão de Fogo) é um bastão fino de madeira, feito de um galho de árvore. Representa o antigo e místico elemento fogo, é símbolo de força, de vontade, e de poder mágico do bruxo que o possui. A vareta de acordo com vários compêndios de magia, deve ter aproximadamente 50 cm de comprimento. é usada para invocar as salamandras (elementais do fogo) em determinados tipos de rituais, traçar círculos, desenhar símbolos mágicos, direcionar a energia e mexer bebidas no caldeirão.

 Varetas de freixo são usadas em ritos de cura, as de sabugueiro para consagração e banimentos, as de acácia e aveleira para todos os tipos de magia "branca". As de carvalho servem para magia druídica e solar. Em magias lunares para invocar à Deusa, magia de desejo e ritos de cura usamos varetas de salgueiro e sorveira.


    8. O Caldeirão: O caldeirão é um pequeno pote escuro de ferro fundido que combina simbolicamente as influências dos quatro antigos e místicos elementos e que representa o ventre divino da Deusa Mãe, sendo utilizado pelos bruxos para vários propósitos como ferver poções, queimar incenso e guardar carvão, flores, ervas ou outros elementos mágicos. 

O caldeirão pode ser usado também como instrumento para divinação - muitos bruxos enchem seu caldeirão com água na noite de Samhain e os utilizam como espelho mágico para olhar o futuro ou o passado.


    
    9.  Cálice: O cálice (também conhecido como taça ou vaso sagrado) representa o elemento água e é usado no altar durante os rituais.


    10. Espelho Mágico: Esta é uma antiga prática irlandesa muito utilizada pelos camponeses. Pegue um espelho e unte-o com uma mistura de sal e limão. Aguarde uma noite de Lua Crescente e "aprisione-a" no espelho (refletindo nele sua imagem). Seu espelho estará magnetizado, sempre que quiser peça para que a Luz, que agora mora dentro dele, ilumine seus caminhos.



    11. A Espada: A espada cerimonial representa o elemento fogo e é o símbolo da força do bruxo. Em certas tradições wiccanas, a espada cerimonial é usada no lugar do punhal de cabo preto pela Alta Sacerdotisa do coven, para traçar ou apagar um círculo. A espada, como o punhal, pode também ser usada para controlar e banir espíritos elementais e para guardar e direcionar a energia durante os rituais.


    12.  A Vassoura: A vassoura é símbolo do magistério feminino e das forças purificadoras da natureza. Até hoje é costume "limpar" as energias negativas de uma casa varrendo-as para fora com uma vassoura desenhada com símbolos mágicos (pentagrama, círculo, taça, espada).


Lembrem-se que os objetos na Wicca não são muito importantes (Não estou desvalorizando-os eu sei que precisamos deles) O que eu quero dizer é que a fonte do poder é Você mesmo, os instrumentos são apenas uma maneira de conduzir o poder! Blessed Be!









Esbbath - A Lua da Flor...

quinta-feira, 29 de novembro de 2012



O Esbbath de novembro é A lua da flor (por que o seu símbolo é a rosa) ou lua da lebre também o período que segue a união da deusa e do deus em Beltane, então a terra está repleta de poder para ser utilizado. É hora de nos avaliarmos e de nos reconhecermos como somos e nos harmonizar – um período propicio para o conhecimento próprio. Esse esbbath é ideal para fortalecer não só a divinação pelos sonhos, como também a criatividade, a busca por um amor e para fortalecer seu vinculo com a deusa, a mãe natureza como num todo.
Sonhar é receber mensagens. Sonhar é encontrar respostas. Sonhar é conversar com amigos de outros planos. Assim é o sonhar da bruxa: não um desligamento da realidade, mas uma entrada num plano superior. A verdadeira bruxa aprende a controlar seus sonhos e a realizar viagens astrais, sendo capaz de visitar, em espírito, lugares distantes e desconhecidos.

  Para despertar esse dom de sonhar nessa noite de lua dos sonhos, durma com um caroço de ameixa na mão esquerda ou embaixo do travesseiro. Assim, você ativará sua intuição e se tornará mais consciente do real significado dos seus sonhos. Procure, ainda, ao acordar, anotar o que você sonhou na noite anterior. Desse modo, você vai aprender a dar atenção aos seus sonhos e será capaz de interpretá-los corretamente. E a Lua dos Sonhos também ensina a não temer o contato com outras dimensões. É natural que você fique insegura e sinta-se impelida a fugir do desconhecido. Reaja e assuma a plenitude de seu  poder!

Eclipses...


Bem recebi muitas perguntas sobre os Eclipses, e dedico esse post ao meu amigo David. Que seja o suficiente para tirar as duvidas dos leitores!



Os eclipses têm vários significados na sociedade.
Na antiguidade eram sempre vistos como algo terrível, a "marca maldita do terror" que vinha futuramente.

Por outro lado, os sábios antigos das Eras iluminadas sempre reconheceram o poder de tais eventos e utilizavam-nos como dias de oração, meditação e busca interior, além de mobilizarem os eclipses para acelerar as mudanças que eles desejavam, em direção ao bem mais elevado.
A verdade é que somos afetados por tudo o que existe e ocorre no cosmos, em 24 horas aspiramos tudo o que é energia planetária, então, quando ocorre um eclipse isso também nos afeta.

Consequências do Eclipse: 
  • Transformação
  • Renovação
  • Renascimento


A luz do sol e a luz da lua são diferentes, e desde os primórdios que eram vistos sempre de formas opostas.

Lua - Mulher, Inconsciente, Relacionamentos, plano astral e espiritual
Sol - Homem, Consciente, Ações, plano físico

A Lua rege o oculto, a magia, o instinto, a inspiração, a intuição, a menstruação, as emoções...
O Sol rege a força, a proteção, a salvação, o poder, o físico, a nossa personalidade e a racionalidade...

São opostos e funcionam como um equilíbrio de forças, ambos regem o planeta e, por conseguinte, nós também.

Durante o Eclipse Lunar, a Terra encontra-se no meio do Sol e da Lua e a sua sombra tapa a Lua que, como não possui luz própria, escurece.


É natural no dia do eclipse uma mulher que esteja muito ligada à lua (muito espiritual) passe por instintos do gênero:
Inspiração ou necessidade de fazer alguma coisa diferente;
Sensação que se aproxima a menstruação
Mais emotivas e sensíveis
Expansão ou mudanças de consciência (hábitos, padrões, comportamentos...)
Caso se encontre num ambiente fechado, aborrecimento.
Quando a Lua se encontra totalmente tapada pela sombra, ou seja, "negra", é natural a pessoa se encontrar em melancolia, pois a luz da Lua possui uma grande influência no nosso estado hormonal e espiritual.
Também afeta os homens no que diz respeito às suas emoções, comportamentos, decisões e estados de espírito.

Para os espirituosos, o eclipse não é apenas a altura de se desamarrar, abandonar o passado e começar a construir um novo futuro, é sim, também, altura de renovar as energias interiores e uni-las com as outras energias existentes nos inúmeros portais.


Após o Eclipse Lunar, durante aproximadamente seis meses, poderá sentir:
Alterações de atitudes
Sensação de viver uma "não realidade"
Em sintonia com uma maior carga energética e emotiva
Caso tenha sentido isso dias antes do Eclipse, então teve uma premonição sensitiva.

Esta é a altura perfeita para começar projetos realizados pelas nossas próprias mãos!

Vampiros de Energia...

domingo, 18 de novembro de 2012



O vampiro pode estar ao seu lado e vamos saber 10 formas para identificá-lo. Existe um tipo de vampiro que é de carne e osso, com quem convivemos diariamente. Estamos falando dos “Vampiros de Energia”. Os Vampiros de Energia são pessoas de nosso relacionamento diário.
Pode ser nosso irmão (a), marido/esposa, empregado, familiar, amigo de trabalho, vizinhos, gerente do banco, ou seja, qualquer pessoa de nosso convívio, que está roubando nossas energias, para se abastecer. Eles roubam nossa energia vital. Mas, por que estas pessoas sugam nossa energia, afinal?
Bem, em primeiro lugar a maioria dos Vampiros de Energia atuam inconscientemente, sugando a energia de suas vítimas, sem saber o que estão fazendo.

O vampirismo ocorre porque as pessoas não conseguem absorver as energias das fontes naturais. Quando as pessoas bloqueiam o recebimento destas energias naturais (ou vitais), elas precisam encontrar outras fontes de energia mais próxima, que nada mais são do que as outras pessoas, ou seja, você.
Na verdade, quase todos nós, num momento ou outro de nossas vidas, quando nos encontramos em um estado de desequilíbrio, acabamos nos tornando Vampiros de Energia alheia.

Tipos de vampiros:
Mas, como identificar estas pessoas, ou estes vampiros?
Em estudos feitos, foram identificados os seguintes tipos de vampiros (você provavelmente conhece mais de um).

a) Vampiro Cobrador: cobra sempre, de tudo e todos. Quando nos encontramos com ele, já vem cobrando o por que não lhe telefonamos ou visitamos. Se você vestir a carapuça e se sentir culpado, estará abrindo as portas.
O melhor a fazer é usar de sua própria arma, ou seja, cobrar de volta e perguntar por que ele não liga ou aparece. Deixe-o confuso, não o deixe retrucar e se retire rapidamente.

b) Vampiro Crítico: é aquele que critica a tudo e a todos, e o pior que é só critica negativa e destrutiva. Vê a vida somente pelo lado sombrio. A maledicência tende a criar na vítima um estado de alma escuro e pesado e abrirá seu sistema para que a energia seja sugada.
Diga “não” às suas críticas. Nunca concorde com ele. A vida não é tão negra assim. Não entre nesta vibração. O melhor é cair fora e cortar até todo o tipo de contato.

c) Vampiro Adulador: é o famoso “puxa-saco”. Adula o ego da vítima, cobrindo-a de lisonjas e elogios falsos, tentando seduzir pela adulação. Muito cuidado para não dar ouvidos ao adulador, pois ele simplesmente espera que o orgulho da vítima abra as portas da aura para sugar a energia.

d) Vampiro Reclamador: é aquele tipo que reclama de tudo, de todos, da vida do governo, do tempo, etc. Opõe-se a tudo, exige, reivindica, protesta sem parar. E o mais engraçado é que nem sempre dispõe de argumentos sólidos e válidos para justificar seus protestos. Melhor tática é deixá-lo falando sozinho.

e) Vampiro Inquiridor: sua língua é uma metralhadora. Dispara perguntas sobre tudo, e não dá tempo para que a vítima responda, pois já dispara mais uma rajada de perguntas. Na verdade, ele não quer respostas e, sim, apenas desestabilizar o equilíbrio mental da vítima, perturbando seu fluxo normal de pensamentos.
Para sair de suas garras, não ocupe sua mente à procura de respostas. Para cortar seu ataque, reaja fazendo-lhe uma pergunta bem pessoal e contundente, e procure se afastar assim que possível.

f) Vampiro Lamentoso: são os lamentadores profissionais, que anos a fio choram sua desgraças. Para sugar a energia da vítima, ataca pelo lado emocional e afetivo. Chora, lamenta-se e faz de tudo para despertar pena. È sempre o coitado, a vítima.
Só há um jeito de tratar com este tipo de vampiro, é cortando suas asas. Corte suas lamentações dizendo que não gosta de queixas, ainda mais que não elas não resolvem situação alguma.

g) Vampiro Pegajoso: investe contra as portas da sensualidade e sexualidade da vítima. Aproxima-se como se quisesse lambê-la com os olhos, com as mãos, com a língua. Parece um polvo querendo envolver a pessoa com seus tentáculos. Se você não escapar rápido, ele irá sugar sua energia em qualquer uma das possibilidades:
Seja conseguindo seduzi-lo com seu jogo pegajoso, seja provocando náuseas e repulsa. Em ambos os casos você estará desestabilizado, e, portanto, vulnerável. Saia o mais rápido possível. Invente uma desculpa e fuja rapidamente.

h) Vampiro Grilo-Falante: a porta de entrada que ele quer arrombar é o seu ouvido. Fala, absoluto, durante horas, enquanto mantém a atenção da vítima ocupada, suga sua energia vital. Para livrar-se, invente uma desculpa, levante-se e vá embora.

i) Vampiro Hipocondríaco: cada dia aparece com uma doença nova. Adora colecionar bula de remédios. Desse jeito chama a atenção dos outros, despertando preocupação e cuidados. Enquanto descreve os
pormenores de seus males e conta seus infindáveis sofrimentos, rouba a energia do ouvinte, que depois sente-se péssimo.

j) Vampiro Encrenqueiro: para ele, o mundo é um campo de batalha onde as coisas só são resolvidas na base do tapa. Quer que a vítima compre a sua briga, provocando nela um estado raivoso, irado e agressivo. Esse é um dos métodos mais eficientes para desestabilizar a vítima e roubar-lhe a energia.
Não dê campo para agressividade, procure manter a calma e corte laços com este vampiro.

Agora que você já conhece como agem os Vampiros de Energia, vá à caça deles, ou melhor, saia fora deles o mais rápido possível . Mas, não esqueça de verificar se você, sem querer, é obvio, não é um destes tipos de Vampiro.Se te perceber agindo assim reverta tua atitude meditando sobre o que falou, pensou e agiu. Faça melhor da próxima vez. Por si mesmo e pelos teus próximos, e assim estará realmente cumprindo a tua missão de elevação.

Esbbath - A Lua das Sementes...

sexta-feira, 16 de novembro de 2012



terra se agita, vive, germina, nos aproximamos de Beltane e a terra vibra com a fertilidade dos deuses. A colheita é prenunciada como farta e abundante, assim também será nossa vida em seus mais diversos aspectos, pulsando de energia. Nesse Esbbath procure se ligar sentir essa energia que emana da terra, deixe essa força pulsar em você. Esse Esbbath é um dos menos ritualísticos, pois o principal intuito dele é se ligar de uma forma mais natural possível com a energia que nos cerca nesse momento, com essas energias de purificação e fertilidade.

Esbbath - A Lua dos Sonhos...



Sonhar é receber mensagens. Sonhar é encontrar respostas. Sonhar é conversar com amigos de outros planos. Assim é o sonhar da bruxa: não um desligamento da realidade, mas uma entrada num plano superior. A verdadeira bruxa aprende a controlar seus sonhos e a realizar viagens astrais, sendo capaz de visitar, em espírito, lugares distantes e desconhecidos.
  Para despertar esse dom de sonhar nessa noite de lua dos sonhos, durma com um caroço de ameixa na mão esquerda ou embaixo do travesseiro. Assim, você ativará sua intuição e se tornará mais consciente do real significado dos seus sonhos. Procure, ainda, ao acordar, anotar o que você sonhou na noite anterior. Desse modo, você vai aprender a dar atenção aos seus sonhos e será capaz de interpretá-los corretamente. E a Lua dos Sonhos também ensina a não temer o contato com outras dimensões. É natural que você fique insegura e sinta-se impelida a fugir do desconhecido. Reaja e assuma a plenitude de seu  poder!
   A lua dos sonhos ou lua da lebre também marca o periodo que segue a união da deusa e do deus em beltane, então a terra está repleta de poder para ser utilizado. É hora nos avaliarmos e de nos reconhercermos como somos e nos harmonizar. Esse Esbbath é ideal para fortalecer não só a divinação pelos sonhos, como também a criatividade, a busca por um amor e para fortalecer seu vinculo com a deusa.
  Como eu ensinei num post anterior sobre como comemorar o Beltane, asssim eu vou fazer com os Esbbath e o restante dos sabbaths.
  É muito comum durante os Esbbath, tanto em covens como entre bruxos solitários, o ritual de puxar a lua pra baixo. Esse ritual nada mais é do que invocar o poder lunar e deixar que este ilumine sua alma, vizualizando todo aquele poder sendo irradiado pra você. Esse poder você pode usar depois para realizar um feitiço, uma consagração ou enviar para alguém com propósitos de cura.

Esbbath - A Lua de Contar as Bençãos...



Nesse Esbbath você vai enumerar todas as coisas boas que lhe aconteceram no decorrer do ano. Examine sua vida e verifique os efeitos de todos os rituais realizados. Veja se você alcançou seu objetivo de se tornar uma mulher mais completa. Lembre-se de que uma mulher-lua, uma verdadeira bruxa, está integrada à natureza, ama as plantas e os animais, respeita seus semelhantes
 E convive em harmonia com todos que a cercam. Se você estiver assim, feliz,
 Bonita e satisfeita, é sinal de que seu trabalho foi bem-sucedido. Se ainda não chegou ao ponto desejado, insista, pois a magia requer paciência. E, no último Esbbath do ano, agradeça à Grande deusa olhando para ela e recitando palavras
 de gratidão e amor. Agora, você e a Lua são únicas: mãe e filha, irmãs, companheiras, cúmplices de feitiços e momentos de magia. Sinta essa força e nunca desista da sua caminhada! Seja firme, bela e brilhante assim como a lua cheia.
.
  Nesse Esbbath onde honramos a deusa pelas conquistas do ano é um dia de poder inigualável porque precede o Litha que logo vai chegar, o verão que trará um recomeço e assim tudo que é velho será renovado. Este é o período certo para nos fortalecermos em todos os campos de nossas vidas.

Esbbath - A Lua do Gelo...



Também conhecida em algumas tradições como lua do milho ou lua da busca do conhecimento, esse Esbbath (que ocorre amanhã, dia 07 de fevereiro) marca justamente a época da primeira colheita, tempo de colhermos tudo que plantamos, nos abastecer interna e externamente.  Esse é um Esbbath para aguçarmos nossa sabedoria, para buscarmos a sabedoria oculta dentro de nós, até por isso em muitas tradições esse Esbbath é dedicado a deusas protetoras da sabedoria como Atena.

Esbbath - A Lua de Sangue...


  Conhecido mais popularmente como Lua de sangue (a última antes do Samhain) e em certos covens como lua de cura, esse é o Esbbath de abril. Esta lunação marcava o inicio do tempo de caça e estoque de comida para o inverno. É um momento para celebrar os ancestrais e meditar sobre o tema morte e renascimento, antecipando a mudança que ocorrerá em Samhain. É o Esbbath propicio para se livrar de hábitos e coisas ruins em nossas vidas, logo todo feitiço ou ritual de banimento se beneficiará das energias dessa lua.
Essa lua é associada a cor vermelha (sangue), exatamente por ser a lua da caça, da fecundidade, da menstruação e da maternidade, rituais com esses significados também são bem vindos.


Esbbath - A Lua Escura...



Nesse período em que a terra inicia seu descanso, reunindo energias para despertar a vida na primavera, é que nós comemoramos a Lua escura, uma lunação de preparação e transformação para a chegada do inverno. É a lua ideal para conectar-se com as forças divinas, buscar o entendimento junto com os deuses, buscar a paz interior e com as pessoas ao seu redor, já que nos tempos escuros precisamos mais do que nunca da união.

Esbbath - A Lua do Carvalho...


Este é um Esbbath de renascimento espiritual, se em Samhain nós renascemos em busca de esperança, agora é a hora de pensar sobre o nosso equilíbrio espiritual e como esse renascimento o beneficia. O carvalho é a árvore da sabedoria cósmica, que guarda todos os mistérios e portais encerrados em seus sábios enigmas. Nessa noite você deve se preparar para o solstício de inverno, faça uma introspecção e conheça melhor os caminhos do seu coração e da sua alma e onde eles almejam chegar, é uma noite para buscar o equilíbrio e orientações aos deuses.

  Por a lua de carvalho ser tão introspectiva o ritual dela é menos litúrgico, geralmente tanto covens quanto bruxos solitários realizam introspecções e meditações baseados em três focos básicos: VIDA, FORÇA E PODER.

Esbbath - A Lua do Lobo...



Este Esbbath também conhecido como lua de inverno, lua das sereias, lua casta e lua de neve representa as águas da terra que agora ficam presas sob a geada do inverno que está sobre nós. É um Esbbath ideal para realizar trabalhos em grupo e esforços conjuntos, pois favorece a união dos seres e a unidade (assim como antigamente no inverno os indivíduos dos clãs ficavam mais próximos um do outro para se aquecerem, fique mais próximo do seu “clã” para esquentar seus sentimentos). Apesar de ser uma época que favorece o trabalho em grupo este Esbbath também é um momento de pausa, interiorização, reflexão e transmutação do você mesmo, para que você possa se tornar verdadeiramente uma parte do todo. Equilibrar você mesmo, pois esse é um período de transição entre a luz e a escuridão.
  O nome desse Esbbath é ligado ao lobo, pois ele é um animal de poder ligado aos mistérios lunares, que fortalece, estimula e aguça os nossos sentidos, além de nos ensinar a viver em harmonia com a natureza e a compreender o sentido da vida. Ao uivar para a lua, simbolicamente, o lobo nos conecta à novas idéias, ocultas sob a mente consciente. A transformação em lobo é um dos temas preferidos de várias lendas irlandesas e populares também. Representa o contato com o lado sombrio da alma que desperta os instintos básicos do homem.

Esbbath - A Lua da Tempestade...


  
Esse Esbbath está intimamente associado ao Sabbath Imbolc e consequentemente tem as mesmas propriedades de purificação, limpeza e transformação de energias do Imbolc. Assim como o sabbath este Esbbath também é dedicado a Brigid e a todas as deusas da fertilidade, por isso aconselhei no post passado que caso queiram juntar este ano as comemorações de Imbolc com o Esbbath podem ficar a vontade.

  Esse Esbbath recebe o nome de lua das tempestades ou lua das sementes porque esse é um mês onde relativamente ocorrem mais chuvas e tempestades que deixam o solo pronto para a vida que germina (lembrando que no Brasil pelo clima tropical isso nem sempre acontece). Esta lua é aquela que está ligada profundamente à nova vida, fertilidade e renascimento. Se você está esperando para conceber um filho, este é um ótimo mês para “tentar” ou fazer rituais ligados a fertilidade e a concepção. A própria terra se torna mais fértil agora, trabalhos de magia este mês devem se concentrar no crescimento e renascimento tanto material como espiritual e sempre de uma forma positiva.

  Para quem vai optar por celebrar o Imbolc e o Esbbath separados (dia 1 e 2 de agosto respectivamente) segue abaixo um pequeno ritual, lembrando que esse mês ainda teremos a lua azul ou lua do vinho.

Esbbath - A Lua dos Ventos...



Esse Esbbath é o Esbbath do começo da primavera, ou seja, um Esbbath marcado pelo equilíbrio dos ciclos, onde a terra desperta, assim como nós mesmos somos despertos em vários sentidos, principalmente espirituais. Os ventos desse Esbbath trazem energias de transformação, de mudança: mudar velhos hábitos, velhos conceitos, velhas ideias: uma reciclagem total do seu corpo, espirito e mente.
  A busca desse Esbbath é concentrar o equilíbrio já conseguido no equinócio de Ostara e promover desta vez uma mudança interna e externa, porém você tem que se livrar de certas coisas antes. Se possível no dia do Esbbath ou um dia antes, ou mesmo um dia depois, promova uma faxina na sua casa se livrando de coisas velhas, que você não use mais e assim se desprenda de energias que não te permitem entrar em equilíbrio. Recicle o que puder ser reciclado, faça doações com roupas que você não usa mais, brinquedos e livros esquecidos e etc., esse é um dos primeiros passos para um equilíbrio maior no espaço físico que vai se refletir no seu espirito com certeza! Lembre-se que esse Esbbath é para começar o seu ciclo de evolução: crescer, retomar projetos, começar novos projetos, enfim fertilizar todos os campos.

Esbbath - A Magia da Lua Azul...



Primeiro vamos entender o que é a lua azul, porque muita gente ainda não compreende bem o seu significado.
  Cientificamente falando o termo lua azul, se refere comumente à segunda Lua Cheia que ocorre num mesmo mês. A frequência de acontecimento, é de 1 vez a cada 2 anos ou 3 anos. A última lua azul ocorreu em 31 de dezembro de 2009. A próxima lua azul deverá ocorrer agora dia 31 de Agosto de 2012 e só em Julho de 2015 está previsto a ocorrência de uma nova Lua Azul. O nome Lua azul remonta ao século XVI quando as pessoas notavam que a segunda lua em um mês tinha uma coloração mais azulada, embora hoje em dia saibamos que a lua só adquire coloração azulada num fenômeno ótico relativo ao próprio satélite que ocorre de 400 em 400 anos. Entretanto entre os celtas, por exemplo, a lua excedente do ano era chamada de lua do vinho porque geralmente ela ocorria antes da lua do sangue e por isso teria o mesmo aspecto de sua sucessora.

  Na comunidade pagã, as origens do significado de uma lua azul podem variar. No entanto, a grande maioria com certeza, acredita que a segunda lua cheia detém o conhecimento da Deusa avó (deusa no aspecto de velha mãe) (ou Crone) e contém, portanto, 3 vezes mais sabedoria e poder. Isto pode estar associado com a Deusa em suas 3 formas porque ela seria ao mesmo tempo solteira (virginal), mãe e idosa. Também pode ser associada em alguns ritos ocultistas com as 3 naturezas do ser como Mente, corpo e espírito. Em outras tradições pagãs a Lua Azul é vista como a transição da Avó ou Crone para o nível Divino da existência. Ela torna-se uma expressão da evolução da sabedoria, bem como um exemplo do ciclo de vida.
Outra opinião é que a lua azul representa um tempo de comunicação intensa ou mais clara entre nosso ser físico e nosso ser Divino. Muitas vezes, a energia do Divino é visto na forma de Deusa avó ou a Deusa Crone. Também pode ser visto como um elo entre o físico e o espiritual, tornando a comunicação com o espírito mais fácil.

 Qualquer que seja a tradição é unanime o poder da lua azul. É um momento poderoso e auspicioso para trabalhar o eu interior, a religiosidade, a intuição e potencializar os poderes psíquicos, além de ser uma ocasião ideal para quem está pensando em realizar o ritual de iniciação.

Sabbath de Outubro: Beltane - O Festival da Alegria...



Eu sei que a primeira vista pode parecer estranho a ideia de se comemorar o Beltane no tão famoso Halloween, onde todo o hemisfério norte comemora o Samhain. Mas nós temos que seguir os ciclos da natureza e não datas.
  Beltane, Beltain ou Bealtaine é um festival Celta, reconhecido nas comemorações da Festa da Primavera, mas que originalmente marcava o verão.  O Beltane é o mais alegre dos Festivais Celtas, onde os participantes dançam, e se alegram nas voltas da fogueira. No dia de Beltane o sol está astrologicamente no signo de Tauros, o Touro, que marca a "morte" do Inverno, o "nascimento" da Primavera e o começo da estação do plantio.  Hora de festejar o auge da fertilidade, a harmonia, a sexualidade em sua forma mais pura e bela.
Comemoração de um bruxo solitário: Não obrigatoriamente você deverá comemorar sozinho, se você tiver um amigo que assim como você seja iniciante na arte vocês dois (pode ser até cinco pessoas) podem fazer a comemoração de Beltaine descrita aqui.
Primeiro a decoração, nos covens é comum todos se reunirem e fazerem as decorações juntos do espaço do coven. O ideal é que o Beltane seja comemorado ao ar livre, num bosque ou onde existam, pelo menos, uma árvore. Se não for possivel você pode colocar uma árvore pequena no espaço onde vocês faram a comemoração. Durante todo o ritual do Beltane é uma tradição de vários wiccanos deixar o caldeirão cheio de água com flores boiando dentro, representando o ventre da grande deusa em fertilidade. Vocês também podem decorar o espaço com flores e frutos da epoca, além de usar incensos florais ou frutais.
A comemoração; os passos pré-rituais vocês já conhecem, mas vale a pena lembrar: primeiro vocês tem que fazer ou trazer uma oferenda para os deuses (pode ser uma guirlanda de flores, um amuleto e etc.). Agora vocês devem arrumar o altar e puficar o espaço do circulo ao redor de alguma árvore, tracem o circulo ao redor da árvore, deixando a como o centro do circulo. Invoque a Deusa e o Deus. De pé, diga, com as mãos erguidas algo mais ou menos assim:

"Ó Deusa Mãe, rainha da noite e da Terra;
Ó Deus Pai, Rei do dia e das florestas,
Eu celebro sua união enquanto a natureza se alegra num ruidoso banho de cor e vida.
Aceitem meu presente, Deusa mãe e Deus pai
Em honra à sua união."
Coloque as oferendas na árvore.

"De sua união surgirá a vida renovada;
Uma profusão de criaturas vivas cobrirá a Terra,
e os ventos soprarão puros e doces.
Ó antigos, eu celebro com Vocês!!"

Se você quiser praticar uma magia ou feitiço simples é a hora de fazê-lo:
Ex. Acenda duas velas, uma representando o deus e outra representando a deusa, e passe entre elas mentalizando energias positivas para se livras de doenças e energias negativas.
Ao fim, sinta-se conectado com o solo e suas energias e agradeça mais um vez aos deuses que estão permitindo a feritlidade, então celebre um Banquete simples em honra a Beltane (biscoitos e pão de aveia são muito usados, além de vinho branco ou suco de morango e frutas da época). Encerre o ritual como de costume.

O Grande Rito: Acredito que alguns de vocês já tenham ouvido falar nisso e nunca entenderam direito o que era. Nas antigas religiões pagãs durante as fogueiras de Beltane a fertilidade do Deus e da Deusa era encenada por seus sacerdotes, que tomados como o grande Deus e a Grande Deusa representavam sua união sexual fertilizando toda a terra. Claro que essa união era sagrada e muito poderosa, cheia de energia e renovação, pois quem estava ali não era nem o homem e nem a mulher, mas sim a deusa e o deus, a mãe terra e o galhudo. Claro que depois que muitas pessoas começaram a associar esse rito tão puro e significativo com visões deturpadas de orgias e outros pensamentos impuros ele foi parando de ser praticado (em algumas tradições ele ainda permanecesse, porém muito discretamente). Hoje em dia o Grande Rito é representado através do cálice do athame, onde na maioria das tradições a sacerdotisa consagra o cálice colocando nele o vinho e o abençoado como o ventre da grande deusa, em seguida o sacersote introduz o athame representando o falo do grande deus que irá fertilizar o útero da deusa, em seguida todos bebem honrando a fertilidade.

Sabbath de Dezembro: Litha: O Solstício de Verão...



 Além dos quatro grandes festivais do ano pagão celta, existem quatro festivais menores (formando assim a roda do ano): os dois solstícios e os dois equinócios. No folclore, estes são referidos como os quatro "quartos-de-dia" do ano, e em algumas tradições wiccanas chamam de quatro "Sabbats Menores'. O Solstício de Verão é um deles.

  Litha é normalmente comemorado em 21 de dezembro (como nesse ano), mas varia um pouco de 20 a 23 dependendo da rotação da Terra em torno do sol. De acordo com o calendário antigo, o verão começa em Beltane e termina no Lughnassadh , com o solstício de verão no meio do caminho entre os dois (por isso muitos o chamam de middsummer), marcando MEIO DOS VERÕES. Isto faz sentido mais lógico do que o que é sugerido por algumas tradições de que o Verão começa no dia em que o poder do Sol começa a minguar e os dias ficam mais curtos. O Sol está agora no ponto mais alto antes de começar seu declinio.

  A humanidade tem vindo celebrar Litha e o triunfo da luz desde os tempos antigos. Na Roda do Ano Litha situa-se em frente ao Yule.  Embora Litha e Yule sejam sabbaths menores na linguagem antiga, eles são comemorados com alegria e muita diversão mais do que qualquer outros na roda do ano, exceto, talvez, Samhain. Os rituais alegres de Litha celebram a Terra verdejante no verão, abundância, fertilidade e todas as riquezas da natureza em plena floração. Esta é uma época de magia forte e efeverscente, tradicionalmente, o tempo para handfasting ou casamentos e para a comunicação com os espíritos da Natureza. Em Litha, os véus entre os mundos são finos; os portais entre "os campos que conhecemos" e os mundos do além estão abertos. Este é um momento excelente para rituais de adivinhação (que tal testar algumas das divinações de posts anteriores?).

  Os ritos Litha dos antigos eram barulhentas festas comuns com danças, canções de verão, contação de histórias, pompa e uma fogueira no meio da aldeia e tochas acesas durante procissões pelas aldeias depois de escurecer. As pessoas acreditavam que o Litha através do elemento fogo preponderante possuía grande poder, e que a prosperidade e proteção para si mesmo e do clã contra incendios e outros males podia ser conquistada apenas por saltar sobre a fogueira do Litha. Também era comum casais juntarem as mãos e saltarem sobre as brasas do fogo três vezes para assegurar um casamento longo e feliz, prosperidade financeira e muitas crianças. Mesmo as brasas da fogueira carbonizados possuíam poderes protetores - eles eram amuletos contra lesões e tempo ruim na época da colheita, e brasas eram comumente colocados em volta dos campos de trigo e pomares para proteger as colheitas e garantir uma colheita abundante. Outros costumes do litha incluíam carregar uma brasa da fogueira de Litha pra casa e colocá-lo em espécie de ninho feito com bétula, funcho, erva de S. João, erva-pinheira, e lírios brancos para a benção e proteção do lar.

  O Sabbat Litha é um tempo de celebrar o trabalho e o lazer, é um tempo para as crianças e para brincar de criança (é comum lerem histórias para crianças no fim do dia de Litha). É um momento para celebrar o fim do ano crescente e o início do ano minguante, em preparação para a colheita que está por vir. Midsummer é um tempo para absorver os raios do Sol e aquecimento é outra Sabbath da fertilidade, não só para os seres humanos, mas também para plantações e animais. Wiccans consideram que a Deusa está grávisa a partir do acasalamento de Beltane - A honra é dada a Ela. O deus do sol é celebrado com o seu poder no ápice no céu e nós celebramos Sua paternidade se aproximando - a honra também é dado a ele. As fadas abundam neste momento e é costume deixar oferendas - como alimentos ou ervas - para eles à noite. (costuime muito comum na fairy wicca).

Sabbath de Fevereiro: Lammas - O Lar da Colheita...



 Lammas ou lughnasadh (também conhecido como festa do pão, festival da colheita ou lar da colheita), comemorado em 1º de agosto no hemisfério norte e em 2 de fevereiro no Hemisfério sul.  É um dos quatro sabbats maiores que marcam o ciclo de colheita dos antigos celtas. Esse festival marca a primeira colheita, onde os grãos são armazenados para a escuridão do inverno que está por vir, é também a celebração do sacrifício do deus que vai enfraquecendo, doando sua energia aos frutos da terra, enquanto os dias vão aos poucos ficando mais curtos.
  O nome do festival remete ao deus sol celta Lugh, pois este era reverenciado nessa época pelos druidas (lughnasadh significa lamento para Lugh), outras culturas pré-cristãs comemoravam, como citei anteriormente, o sacrifício do grande deus, dando sua vida pela nova vida que está surgindo. Acho que esse é o significado de Lammas, celebrar a enregia vital dada pelo deus e a criação da vida que a deusa traz dentro de si.
 Era comum nos festivais antigos oferecerem sacrifícios de grãos recém colhidos para agradecer ao deus pelo seu sacrifício e honrar a deusa, todos comiam o chamado pão da vida. Este é um sabbat para agradecermos ao deus por ter nos concedido seu calor, sua vida sua abundância e honrar a deusa pela colheita e pela vida, talvez por isso nesse festival os deuses sejam honrados como o senhor e senhora do milho.

Comemoração em coven (aspectos básicos de comemoração em muitas tradições): O Lammas geralmente é comemorado dentro do espaço do coven que é enfeitado com grãos, flores e frutos, é comum também em todas as tradições se enfeitar o coven com bonecos de milho (produzidos pelos membros) representando os deuses. Também é comum abrir o circulo ao redor do caldeirão: primeiro para que na hora do banquete em honra a colheita (uma grande pão comunitário e uma grande taça de vinho dividida entre os membros) o primeiro pedaço de pão e o primeiro gole de vinho sejam jogados dentro do caldeirão, e depois para que posteriormente se queimem no caldeirão os bonecos de milho do Lammas passado junto com pedidos. Os deuses reverenciados geralmente são deuses referentes as colheitas se o coven não quiser comemorar o aspecto celta do Lammas. É comum em alguns covens, sobretudo celtas, realizarem após o ritual jogos e cada membro do coven traz uma receita caseira envolvendo grãos para suprir o banquete do festival.

Sabbath de Março: Mabon - O Equinócio de Outono...



Mabon, Equinócio de Outono, Encontro do Inverno, Winter Finding, Alban Elfed, Colheita do Vinho, Cornucópia, Festa de Avalon ou simplesmente Segunda Colheita é o segundo dos três Sabbats da colheita. É tempo de dar graças pelos frutos colhidos, e a Deusa é a Senhora da Abundância cuja colheita nos sustentará pelos meses escuros do Inverno, essa abundância e energia da terra refletirá sobre nós mesmos, sobre o equilíbrio da escuridão e da luz no universo se esforçando para manter o equilíbrio interno de todos os seres.
   A Deusa está agora fortemente impregnada pela energia do Sol, que a cada dia parte mais rápido para o País do Verão – os dias e as noites agoram estão em equilíbrio, são exatamente iguais. Conforme o poder dele diminui, a Deusa lamenta sua partida, mas Ela sabe que o poder do Deus retornará à Terra em Yule.  É um tempo de equilíbrio e balanço, mas as sombras começam a dominar a luz. Isso está associado com o interior do chifre, um dos símbolos desse Sabbat (a cornucópia), e a contemplação da colheita.
   Nesse Sabbat a Deusa lamenta o seu consorte que está partindo para Outro Mundo, mas a mensagem de renascimento pode ser encontrada em cada semente colhida, que é o próprio Deus que se sacrifica para alimentar seu povo. É um tempo positivo para caminhar nas florestas, colher plantas e ervas mágicas para serem usadas no Altar. Pão de milho e cidra são são essenciais para os banquetes rituais  e folhas de outono são ótima decoração para o Altar. (No Hemisfério Norte costuma-se usar as tradicionais folhas de plátano).
   Os Druidas honravam o salgueiro nesse Sabbat, a árvore associada à Deusa e à morte, e cortavam seus bastões do salgueiro somente após Mabon (Tradição ainda respeitada em muitas tradições wiccanas e também no druidismo). As plantas, árvores, flores e ervas que estão associadas com mabon são a aveleira, o milho, o álamo, bolotas, galhos de carvalho, folhas de outono, ramos de trigo, cones de cipreste, cones de pinheiro.  Muitas tradições também costumam encenar durante o ritual o mito da descida da deusa Perséfone ao submundo  representando as forças da escuridão e da luz igualadas.
    Poucos sabem mais a origem do nome Mabon é o nome de um deus celta que simboliza os princípios masculinos da fertilidade. É o nome galês do Deus da mocidade, a Divina Criança, que os Druidas acreditavam estar dentro de todos nós. Ele é uma criança do Outro Mundo, nascida de pais terrestres, que desapareceu em sua terceira noite de vida. Mabon ap Modron significa “Filho da Grande Mãe” – sua mãe se chamava Modron e era a grande deusa mãe dos gauleses. No Equinócio de Outono, marca-se o tempo de sua mudança. Nesse momento Mabon desaparece, com apenas três noites de nascimento. Ele vai morar novamente no mundo mágico de Modron, o seu ventre. Esse é um lugar nutridor e encantado, mas ao mesmo tempo de desafios. É um lugar de poder e renovação para que Mabon possa nascer através de sua mãe como campeão, o filho da Luz. Esse Sabbat simboliza a luz de Mabon entrando na Terra (ventre da Deusa), recarregando-se para tornar-se uma nova semente. Seu desaparecimento é um mistério, mas Mabon é eventualmente resgatado, no Solstício de Inverno, graças ao conhecimento de alguns animais: o pássaro negro, o veado, a coruja, o bisão e o salmão.
   Esse mito assim como o de Perséfone traz a essencial mística e espiritual do sabbat:  o rejuvenescimento para uma colheita farta, agradecendo aos Deuses pelas dádivas concedidas durante o ano e o conhecimento da necessidade do balanceamento entre a luz e as sombras.
     Esse Sabbat é simbolizado pelo espiral duplo, um vai e outro que retorna, para nos lembrar que começamos a jornada pelo ponto mais escuro do ano e que a morte sempre é seguida pelo renascimento, da mesma maneira que o Inverno sempre é seguido pelo Verão. A Deusa está grávida do Deus que nascerá em Yule, a noite mais longa. Ela se prepara para dizer adeus ao Deus velho, mas sabe que a semente do Deus novo já está dentro dela, em seu ventre.
Comemoração em coven: O Mabon é sem dúvida um dos sabbats mais demorados. Geralmente decoram o espaço do ritual com cornucópias cheias de alimentos representando a fartura da colheita, com bonecas de maçã representando os deuses entre outros símbolos. Geralmente o ritual começa com uma encenação do mito de Perséfone ou do de Mabon (mais comum em covens de tradição celta), depois todos fazem oferendas aos deuses e dançam ao redor delas para demonstrar a alegria pelo que nos foi dado, segue-se um ritual de acordo com o coven ( mabon é comumente utilizado também para se fazer iniciações no coven ou consagrações dependendo da tradição), geralmente o rito se encerra com um grande banquete onde um Cálice repleto de vinho é abençoado e passado a cada integrante. Conforme o Cálice passa, as pessoas vão fazendo seus agradecimentos. Quando tiverem agradecido por todas as bênçãos, eles bebem e passam o Cálice adiante. Isso continua até a Taça esvaziar, bebendo em amor, bênçãos e gratidão a tudo.

Sabbath: Samhain - Um próspero ano novo a todos os pagãos...

Eis mais um momento daqueles em que faz falta a wicca possuir um órgão regulador, uma instituição que coloque alguma ordem em certas coisas. No Hemisfério Norte a data de Samhain jamais é esquecida devido ao famoso Halloween, originado inclusive do festival, em 31 de outubro. No Hemisfério Sul, aí começa a confusão: certos autores apontam como 30 de abril a data certa para o Samhain, enquanto outros afirmam ser no dia 1º de maio o dia correto. Realmente não sei como solucionar esse enigma dos sabbats sulistas, mas a maioria dos covens q conheço comemora em 1º de maio e eis minha tese para que a comemoração se dê nesse dia: Se toda a roda do ano sul é oposta a do norte, naturalmente as datas dos sabbats serão também opostas umas as outras. Se Samhain e Beltane são opostas na roda do ano, e sendo que Samhain é em 31 de outubro e Beltane em 1 de maio no norte, então logicamente, se invertendo as datas ficaria 1º de maio para Samhain, assim como 31 de outubro para Beltane. Essa é minha dica, mas siga a data que vocês julgarem correta.
  Pulando toda essa problemática vamos falar do Sabbat mais importante e celebrado do mundo pagão: Samhain (pronunciasse “sou-ein”) palavra que tem como significado "sem luz" ou "fim do verão", a noite em que o mundo mergulha na total escuridão, preparando se para a chegada das noites frias.
  Samhain, o ano novo celta corresponde ao momento que principia o inverno, contraparte escura do Beltane que saúda o verão. O Samhain é aquele momento misterioso que não pertence nem ao passado e nem ao futuro, como acreditavam os antigos celtas. A noite sagrada que marca o começo da escuridão e o fim da colheita.
 Para os antigos pastores, para quem a criação de rebanhos era imprescindível para a sobevivência, manter rebanhos inteiros alimentos através do inverno era simplesmente impossível, de modo que eles conservavam alguns animais para a procriação e o restante era abatido e salgado para preservação da carne. Samhain era o período em que acontecia esse abate. Um momento tenso onde qualquer erro de calculo, carne de menos por exemplo, podia custar a vida de alguém da tribo se o inverso fosse rigoroso demais.
  Todas as safras também tinham de ser colhidas até a data de Samhain, o que não fosse colhido era abandonado, pois acreditava-se que um duende noturno, e que gostava de atormentar humanos, chamado Pooka passava na noite de Samhain destruindo e contaminando tudo que não fora colhido.
 Assim a incerteza econômica era somada ao pavor do fim do velho ano e do ainda não nascimento do novo ano – o véu ficaria assim muito tênue. As portas dos montes de Sidh seriam abertas e nesse dia nem seres humanos nem fadas precisariam de senhas para ir e vir. Nessa noite também o espirito dos amigos mortos procurava o calor de Samhain e a companhia de seus parentes vivos, era a Féile na Marbh (festa dos mortos). Essa noite era também a Féile Moingfhinne (a festa daquela de cabelos brancos) a deusa da neve, deusa anciã.
  Antigamente na Irlanda todos os anos um novo fogo sagrado era aceso, com o qual se acendiam todos os demais fogos do vilarejo para queimar durante todo o inverno, com o objetivo de levar luz através do tempo escuro do ano. Os celtas praticavam rituais de purificação, queimando simbolicamente, nas fogueiras ou no caldeirão, todas as suas frustrações e as ansiedades do ano anterior. Deste modo, Samhain era, por um lado, um tempo de propiciação, adivinhação e comunhão com os mortos e, por outro, uma festa desinibida em que se comia e se bebia e a afirmação da vida e da fertilidade à própria face da escuridão.
 É tempo de esquecer as coisas antigas que não fazem sentindo em ser guardadas, preparar-se para o novo. Homenagear os antepassados também é uma tradição, conte histórias as crianças dos seus antepassados, como forma de honrar e perpetuar sua existência, também é comum acender velas para reverenciar os entes queridos que já se foram e oferecer aquele calor como guia de volta após a noite de Samhain. Também é hora de fazer resoluções para o ano que irá começar


Sabbath de Agosto: Imbolc - A Promessa da Primavera...



Imbolc, também conhecido como Imbolg, Oímealg, Oimelc ou Candlemas é realizado entre o solstício de inverno e o equinócio de primavera que no Brasil se dá em 1º de agosto. Esse festival de origem celta é um festival agrícola do fogo, porém sua ênfase está mais sobre a luz do que sob o calor, pois uma pequena centelha de luz começa lentamente a romper a escuridão do inverno nos levando lentamente a alegria primaveril.

  O significado desse festival pode ser tirado de seu próprio nome, literalmente. Oímealg ou Oimelc significa o período de lactação das cabras, ovelhas e vacas, o que para o povo antigo era um sinal abençoado de que o inverno estava findando e a primavera se aproximava. Já Imbolg ou Imbolc significa no ventre, o que faz uma correlação com a gestação da terra, uma avivamento do ano, os primeiros estímulos da primavera no útero da mãe terra. Portanto esse festival tem como objetivo comemorar o fim do inverno e o despertar da vida na primavera.

  Imbolc também é um festival dedicado a uma deusa, Brigid (Brigida, Brigit ou ainda Brighid) a deusa do fogo, da cura, da poesia, da fertilidade, das artes e das fontes sagradas que é homenageada como “a noiva do sol”. As lendas celtas descrevem-na como a Deusa em sua apresentação de Donzela tocando, com seu Bastão Mágico, a terra congelada pelo Cajado da Anciã, despertando-a para a vida e aumentando a luz do dia.

  Esse é um festival marcado pelas transformações energéticas e assim como a mãe terra temos de acompanhar essa mudança, então é um momento propicio para se fazer planos e projetos felizes para o futuro, promover uma verdadeira renovação espiritual e material na sua vida, porque esse é o intuito de Brigid: espalhar alegria e iluminar nossos caminhos!
Comemoração Solitária:

Decoração:
Como esse é um festival que estimula transformações, a manhã de Imbolg é ideal para que você realize uma faxina em casa (a tradicional faxina da primavera) se livre de tudo que você não usa ou não quer, lembrando sempre de doar aquilo quer for possível, limpe bem a casa para receber as bênçãos da deusa que se aproxima, ao término da faxina acenda um incenso de sândalo, cravo ou canela para purificar espiritualmente a casa para as bênçãos da deusa. Também é uma tradição fazer uma cruz de junco ou palha que é chamada de cruz de Brigit, essa cruz deve ser feita e colocada na entrada da sua casa ou na entrada da cozinha para que se dê as boas vindas as bênçãos da deusa. Não é muito fácil de fazer, mas também não é difícil.

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